Yoyogi Park, Meiji Jingu e Shinjuku Gyoen: três parques imperdíveis para quem ama natureza em Tóquio

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Pathway that leads to a big fair wooden torii from the Meiji Jingu Sanctuary. Large trees with green leaves are on the back of the torii hiding the pathway to the inside of the sanctuary park. People can be seen walking in the direction of the torii and passing through it.

Se você está planejando sua viagem para Tóquio e quer incluir momentos de pausa no meio da cidade, anote esses três lugares: Yoyogi Park, Meiji Jingu e Shinjuku Gyoen. Todos ficam na região de Shibuya/Shinjuku, são acessíveis, lindos e oferecem experiências bem diferentes — seja para quem ama parques, quer fotos incríveis ou só deseja descansar um pouco entre um passeio e outro.

Esses três lugares me marcaram muito, cada um com uma experiência muito única e eu vou contar pra você o que esperar de cada um, as diferenças, particularidades e aquele toque pessoal que só quem andou bastante por eles pode te passar!

Pathway that leads to a big fair wooden torii from the Meiji Jingu Sanctuary. Large trees with green leaves are on the back of the torii hiding the pathway to the inside of the sanctuary park. People can be seen walking in the direction of the torii and passing through it.

1. Yoyogi Park: um dos maiores parques de Tokyo

A primeira vez que entramos no Yoyogi Park foi completamente sem querer: tinhamos saído das ruas loucas e cheias de gente de Shibuya. Já tínhamos visto o Shibuya crossing, ido na Mugiwara Store e andamos por todas as lojas do Shibuya Parko, com Jump Shop, Nintendo Shop e o Pokemon Center Shibuya. Estávamos um pouco cansados de tanto ver gente e lojas, e queríamos dar uma descansada mas sem parar, sabe?

Aí, saímos do meio de Shibuya e começamos a subir o bairro, quando de repente demos de cara com o Yoyogi Park. Ele é gigante, com gramados infinitos e apesar de ter muita gente curtindo a paisagem, o parque não estava nada cheio. As árvores já tinham as flores de cerejeiras, pessegueiras e ameixeiras deixando a paisagem ainda mais linda, mas ainda existiam várias árvores que ainda iam florescer.

O que mais me marcou, não só nesse parque, mas em todos os que fomos no Japão, foi ver como os japoneses curtem esses lugares de um jeito leve — famílias fazendo piqueniques, pessoas praticando música ou jogando bola. Me senti como se tivesse entrado em uma cena cotidiana e confesso que me imaginei várias vezes morando lá e aproveitando o parque da mesma forma que os japoneses fazem.

Se você quer um lugar para relaxar, fazer piquenique, andar de bicicleta ou simplesmente ver como os japoneses curtem os dias de sol, Yoyogi é um ótimo lugar para você visitar.

O que você vai encontrar:

  • Gramadões enormes, perfeitos para sentar e descansar.
  • Muitas árvores (principalmente cerejeiras e ginkgos).
  • Pistas largas para caminhar ou pedalar.
  • Shibuya Gate, que é um deck de observação que você pode ver uma parte do parque e das ruas lá de cima, inclusive foi por ela que nós chegamos. E uma particularidade preciosa desse deck aqui é que embaixo dessa ponte que dá acesso ao outro lado do bairro ou do parque – dependendo da direção que você está vindo – existem pinturas lindas nas paredes que ficam ao lado das escadas utilizadas para ter acesso ao deck.

É um parque bem social e vibrante, principalmente nos fins de semana.

💡 Dica: Vá no outono para ver a avenida de ginkgos dourados ou na primavera para o hanami (observação das cerejeiras)

2. Meiji Jingu: um caminho de paz e tradição

Saindo de Yoyogi, dá para ir direto para o Meiji Jingu. É um santuário xintoísta cercado por uma floresta imensa, plantada há mais de 100 anos com cerca de 100.000 árvores vindas de todo o Japão.

Só de entrar pelo torii gigante de madeira, você já sente a mudança: silêncio, o cheiro de mata, o som das pedrinhas sob os pés. Esse lugar é um daqueles onde a gente se sente entrando em outro mundo. O barulho da cidade some, as árvores altíssimas permeando todo o longo caminho até o santuário, faz a gente se sentir pequeno diante da natureza, mas a sensação de paz é simplesmente indescritível.

Pelo caminho, me chamou atenção as luminárias de madeira e os barris de saquê super coloridos, enfileirados — símbolos das ofertas feitas ao templo – e a arquitetura do santuário também é impressionante. Até os detalhes dos metais trabalhados junto das vigas de madeira são lindíssimos e muito bem trabalhados.

O que não perder:

  • As luminárias de madeira espalhadas pelo caminho, que criam um clima super especial.
  • Os barris de saquê ofertados, um dos pontos mais fotogênicos.
  • O jardim interno (Meiji Jingu Gyoen), que tem um lago com carpas e flores lindas.
  • Se der sorte, você pode ver até um casamento tradicional japonês.

💡 Dica: Não precisa pagar nada para entrar no santuário, só no jardim interno (pago, mas super tranquilo e bonito). E vá com um sapato confortável, a trilha é longa mas vai valer a pena.

Vista do santuário Meiji Jingu em Tóquio, com estruturas de madeira e visitantes ao redor, cercado por árvores verdes.

3. Shinjuku Gyoen: natureza, beleza e tranquilidade

Esse é o parque mais “organizado” dos três. Shinjuku Gyoen é um jardim nacional, com entrada paga (cerca de 500 ienes), mas que vale cada centavo.

É muito bem cuidado, tem paisagismo impecável e várias áreas diferentes para explorar: jardim japonês, francês, inglês… cada pedacinho com um estilo e um silêncio impressionante.

Andandando por lá, você vai acabar parando várias vezes só pra ficar observando as carpas no lago, as árvores perfeitamente moldadas, lindas e coloridas flores. Pra quem gosta de paisagismo e principalmente aquele clássico jardim japonês com uma charmosa ponte de madeira sobre o lago, o Shinjuku Gyoen é o lugar.

O que vale a pena:

  • O jardim japonês com pontes sobre lagos — cenário clássico para fotos.
  • O pavilhão de Taiwan (super bonito e bem escondido).
  • A estufa, ótima se estiver chovendo ou muito frio.
  • Muitas cerejeiras na primavera e árvores vermelhas no outono.

Esse parque é perfeito para quem gosta de caminhar tranquilamente, tirar fotos lindas e observar a natureza em um ambiente bem silencioso.

💡 Dica: O Shinjuku Gyoen fecha cedo! Normalmente por volta das 16h30. Não dá para fazer aquele passeio de fim de tarde e eu recomendo você ir com um tempo legal pra poder apreciar o parque e suas diferentes paisagens. Dá pra você passar quase uma manhã inteira por lá.

Foto por Travel with Lenses em Pexels.com

Qual escolher?

Se você puder, vá aos três! Cada um tem um espírito diferente. Agora se estiver com o roteiro apertado, vale você considerar o que espera ver ao ir nos parques.

Se quiser sentir o dia a dia japonês, com muita gente curtindo, vá aoYoyogi Park.

Se preferir um momento mais introspectivo, espiritual, com certeza o lugar é o Meiji Jingu.

Agora se você gosta de paisagismo e busca lindas fotos e contemplação, nã deixe de ir ao Shinjuku Gyoen.

Confesso que, se tivesse que escolher só um, ficaria com o Meiji Jingu — a sensação de caminhar por aquela floresta foi das coisas mais marcantes dos nossos dias em Tókyo. Eu ainda consigo lembrar da sensação ao andar por lá e, com certeza voltaria para ficar mais tempo por lá.

Entrada do santuário Meiji Jingu com um torii gigante e visitantes caminhando entre árvores.

Como chegar?

  • Yoyogi Park / Meiji Jingu: Estação Harajuku (JR Yamanote) ou Meiji-Jingumae (Metro).
  • Shinjuku Gyoen: Estação Shinjuku Gyoenmae (Metro) ou Shinjuku (JR).

Quando ir?

Recomendo ir ou na primavera para você poder ter a bela vista das cerejeiras e outras árvores florecendo. Ir no outono também é bacana se você gostar de ver a mudança das árvores com suas folhas vermelhas e douradas.

Espero que essas dicas ajudem a deixar sua viagem mais rica e equilibrada — com espaço para aquela pausa na natureza que, sinceramente, faz toda a diferença.

Se tiver dúvidas ou quiser dar alguma sugestão, deixa nos comentários! 😊

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